Uma questão polêmica com que nos deparamos é o aborto. A simples idéia de retirar a vida de alguém tão inocente e indefeso já causa a maior agitação.O fato é que esse tema sempre gera discussão e desentendimento. A pergunta que paira é a seguinte : até que ponto é aceitável impedir que o ser em formação venha a nascer ?
Ao levantar esse assunto, muitos dizem que a mulher, como dona de seu corpo, tem o direito de escolher entre abortar ou não, mas poucos pensam nos direitos do feto que já corresponde como um ser vivo, e por tanto, também deveria ter uma lei que o protegesse. Analisando dessa forma, muitos poderiam pensar que se a mãe optar pelo aborto ela estaria então compactuando com um assassinato, que no caso poderia ser feito pelo médico.Mas tudo isso depende da situação em que a mulher se encontra.
Segundo o Código Penal Brasileiro o aborto é totalmente proibido, a não ser que o nascimento do bebê traga riscos à saúde da mãe, ou se a gravidez foi por decorrência de estupro, caso contrário a infração remete a até 10 anos de cadeia . Mas mesmo com a penalidade, ainda ha um grande número de mulheres que recorrem a esse método em clínicas clandestinas, o que traz a tona outro fato também, o perigo à saúde da mãe.Não só problemas psicológicos, como o impulso ao suicídio, como também o risco de ficar estéril, sem contar com hemorragias, infecções e perfurações que podem ocorrer durante o processo abortivo.
De acordo com o livro do Dr. David Reardon, Aborted Women, Silent No More, as mulheres que recorrem ao aborto o fazem por não ter outra opção, elas se sentem sozinhas e desamparadas, e a sociedade, nesses casos, mostra a gravidez como se fosse um problema, uma doença, e diz que pode acabar com isso através do aborto, e muitas das mães não sabem que durante esse processo elas vão sentir dor, e que o feto em formação também irá sofrer, já que estudos mostram que quando um corpo estranho penetra no corpo da mulher fornecendo perigo a ele, ele tenta fugir, mas como está encurralado não tem o que fazer.
Há quem diga que praticando o aborto a mulher estaria exercendo seus direitos em relação ao seu corpo, ou até que essa é uma forma de conter a taxa de natalidade do lugar, e existem declarações de que países desenvolvidos apóiam o aborto, em contra partida que os que são contra, estão em condições precárias.No Brasil, por incrível que apreça, até representantes do poder se mostram a favor do aborto, como o ministro da Saúde, José Gomes Temporão que diz que ‘Fingir que isso (o aborto) não existe é uma atitude hipócrita.’, e quem concorda com ele é a atual concorrente a presidência, Dilma Roussef, ‘É um absurdo a não-descriminalização. Não é uma questão de foro íntimo e precisa ser regulamentada’.
Eu sou totalmente contra o aborto em qualquer situação.Ninguém tem o direito de tirar a vida de outro, principalmente quando o outro em questão é alguém tão frágil.Creio que quem apóia esse crime além de estar se mostrando a favor de assassinato, desrespeita a mulher, a transformando pura e simplesmente em uma máquina de fazer sexo, que pode ser ‘consertada’ caso a gravidez venha a ocorrer, o que só a degrada cada vez mais.
